ÍNDICE DE PERCEÇÃO
DA CORRUPÇÃO 2020

Portugal desce três lugares no Índice de Perceção da Corrupção 2020,
registando a pontuação mais baixa desde 2012.

Índice de Percepção da Corrupção (CPI) é a mais antiga e abrangente ferramenta de medição da corrupção no mundo, analisando os níveis de corrupção no setor público de 180 países e territórios, pontuando-os de 0 (percecionado como muito corrupto) a 100 (muito transparente).

Desde a criação, em 1995, o CPI é o indicador de corrupção mais utilizado em todo o mundo, pontuando 180 países e territórios a partir da perceção de especialistas e executivos de negócios sobre os níveis de corrupção no setor público.

É um índice composto, ou seja, resulta da combinação de fontes de análise de corrupção desenvolvidas por um conjunto de organizações independentes de referência, que permite classificar de 0 (percecionado como muito corrupto) a 100 (muito transparente).

Em 2012, a Transparency International reviu a metodologia usada para construir o índice, de forma a permitir a comparação das pontuações de um ano para o seguinte.

A corrupção compreende habitualmente atividades ilegais, que são deliberadamente ocultadas e só vêm à tona através de escândalos, investigações ou processos judiciais. Embora o trabalho de investigação desenvolvido pela Academia, ONGs anti-corrupção e Governos tenha traduzido ganhos significativos em termos de medição objetiva da corrupção em setores específicos, até ao momento não há nenhum indicador que consiga medir a corrupção a nível nacional de forma objetiva, direta e exaustiva.

E é por isso que o CPI se baseia nas opiniões informadas de stakeholders relevantes sobre corrupção no setor público, geralmente correlacionadas com indicadores objetivos, por exemplo as experiências individuais dos cidadãos com o suborno, tal como é capturado pelo Global Corruption Barometer, também desenvolvido pela Transparency International.

Não. Além de estar restrito a 180 países, o CPI é um indicador da perceção da corrupção no setor público, ou seja, a corrupção administrativa e política. Não mede os níveis de corrupção de nações ou sociedades inteiras, ou das suas políticas, ou das atividades do setor privado.

O CPI de 2020 foi construído com base em 13 fontes de informação de 12 instituições independentes especializadas em governança e análise do clima de negócios publicadas nos últimos dois anos.

O valor do CPI está no facto de conseguir captar as diferentes e diversas manifestações da corrupção no setor público num único indicador.

Fontes utilizadas para o CPI2020:

  • African Development Bank Country Policy and Institutional Assessment 2018
  • Bertelsmann Stiftung Sustainable Governance Indicators 2020
  • Bertelsmann Stiftung Transformation Index 2020
  • Economist Intelligence Unit Country Risk Service 2020
  • Freedom House Nations in Transit 2020
  • Global Insight Country Risk Ratings 2019
  • IMD World Competitiveness Center World Competitiveness Yearbook Executive Opinion Survey2020
  • Political and Economic Risk Consultancy Asian Intelligence 2020
  • The PRS Group International Country Risk Guide 2020
  • World Bank Country Policy and Institutional Assessment 2019
  • World Economic Forum Executive OpinionSurvey 2019
  • World Justice Project Rule of Law Index Expert Survey2020
  • Varieties of Democracy (V-Demv. 10) 2020

Para que possa ser classificado, cada país/ território tem de estar igualmente listado em pelo menos 3 das fontes de informação utilizadas para compor o índice.

Pelo facto de não constar no índice não significa que um dado país esteja livre de corrupção; simplesmente não foi possível agregar os dados necessários para poder classificá-lo.

RESULTADOS GLOBAIS

Dinamarca e Nova Zelândia encabeçam o índice deste ano, com 88 pontos. Síria, Somália e Sudão do Sul figuram em último lugar, com 14, 12 e 12 pontos, respectivamente.

Desde 2012, o primeiro ponto de comparação na actual metodologia do CPI, 26 países melhoraram significativamente a sua pontuação, incluindo Equador (39), Grécia (50), Guiana (41), Mianmar (28) e Coreia do Sul (61). Vinte e dois países reduziram significativamente as suas pontuações, incluindo Bósnia e Herzegovina (35), Guatemala (25), Líbano (25), Malawi (30), Malta (53) e Polónia (56).

Quase metade dos países estagnaram no índice durante quase uma década, o que indica uma estagnação dos esforços governamentais para combater as causas profundas da corrupção. Mais de dois terços têm uma pontuação inferior a 50.

resultados de PORTUGAL

Portugal desceu três lugares no Índice de Perceção da Corrupção (CPI) de 2020, publicado pela Transparency International.

Com 61 pontos, a pontuação mais baixa de sempre, o país está agora na 33.ª posição, bastante abaixo dos valores médios da Europa ocidental e da União Europeia, fixados em 66 pontos.

Desde 2012 que Portugal regista variações anuais mínimas. A pesquisa da Transparency Internacional demonstra que os países menos preparados para lidar com crises, como a pandemia COVID-19, são aqueles que apresentam as pontuações mais baixas.

2020
61
2019
62
2018
64
2017
63
2016
62
2015
64
2014
63
2013
62
2012
63
RESULTADOS dA CPLP

Na edição 2020 do Índice de Perceção da Corrupção, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa continua a demonstrar enormes debilidades, sendo claros os problemas de corrupção no setor público.

Dos nove países que constituem a CPLP, apenas Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor Leste se posicionam acima do meio da tabela, com o Brasil na posição 94. E ainda que tenham registado melhoria, Angola e Guiné Bissau continuam entre os países mais corruptos, juntamente com Moçambique e a Guiné Equatorial, que este ano desceram ainda mais no ranking da Transparency International.

País

Posição em 2020

Posição em 2019

Pontuação em 2020

Pontuação em 2019

Guiné Equatorial

174

173

16

16

Guiné Bissau

165

168

19

18

Moçambique

149

146

25

26

Angola

142

146

27

26

Brasil

94

106

38

35

Timor Leste

86

93

40

38

São Tomé e Príncipe

63

64

47

46

Cabo Verde

41

41

58

58

Portugal

33

30

61

62

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